Confira as causas da disfunção erétil e saiba como combater!

A disfunção erétil é definida como a incapacidade recorrente de obter e manter uma ereção que permita atividade sexual satisfatória. A disfunção erétil não constitui uma patologia, mas sim, uma manifestação sintomatológica de patologias isoladas ou associadas.

A disfunção erétil é a disfunção sexual mais comum entre os homens. Estima-se que mais de 100 milhões de homens no mundo tenham algum grau de DE. Os estudos epidemiológicos, no entanto, apresentam falhas, principalmente devido a utilização de questionários diferentes para a análise da disfunção erétil.

A divergência da compreensão da disfunção erétil nas populações estudadas e a baixa procura à assistência médica pelos homens. Foram estudados 1290 homens em 11 cidades do estado de Massachusetts, EUA. Os resultados apontaram uma prevalência global de DE de 52%.

Sendo que 17% foram classificados como de grau leve, 25% de grau moderado e 10% de grau severo. O trabalho também apontou um aumento da incidência de disfunção erétil conforme o aumento da idade. Embora evidente esse aumento dos casos com a idade, a DE não é uma consequência inevitável do envelhecimento.

Estudos da Disfunção Erétil no Brasil

Três estudos sobre a disfunção erétil foram feitos no Brasil. O primeiro realizado em 2000, foi o Estudo do Comportamento Sexual do Brasileiro que contou uma amostra de 2835 indivíduos. Todos maiores de 18 anos e residentes em 7 cidades brasileiras. Considerando apenas o sexo masculino 47% dessa amostra, 46,2% queixaram-se de disfunção erétil.Disfunção Erétil

O estudo também apontou um crescimento da taxa de disfunção erétil moderada em homens entre 40 a 70 anos. O segundo estudo, o Estudo da Vida Sexual do Brasileiro. Conduzido entre 2002 e 2003, analisou 2862 homens com mais de 40 anos de idade. Dentre os quais a taxa de DE foi de 45,1%.

O último estudo, realizado em 2006, denominado de Estudo Populacional do Envelhecimento. Entrevistou 5751 homens com mais de 18 anos provenientes de 18 capitais e do Distrito Federal. Como resultado, 43,6% da amostra apresentava disfunção erétil. Os três estudos mostraram números muito próximos quanto à prevalência da disfunção erétil.

Pode-se admitir, portanto, que um valor em torno de 50% representa a prevalência da DE em homens acima dos 40 anos. Isso representa, em termos da população brasileira, aproximadamente 15 milhões de homens.

Causas da Disfunção Erétil

As causas de disfunção erétil podem ser classificadas como de etiologia psicogênica, orgânica ou ainda uma combinação dessas duas. As causas psicogênicas mais comuns incluem ansiedade, desgaste do relacionamento afetivo e desordens psiquiátricas. Entre os fatores orgânicos, encontram-se causas vasculogênicas, endócrinas, neurogênicas e relacionadas a medicamentos.Disfunção Erétil

A doença traumática arterial, a aterosclerose e a hipertensão arterial sistêmica estão entre as principais causas de disfunção erétil de origem vascular. A hipertensão arterial sistêmica esta diretamente relacionada à diminuição da quantidade de óxido nítrico, substância essencial para ereção peniana.

Segundo dados de um estudo publicado em 2001, com base no índice internacional de função erétil. Em pacientes hipertensos com idades variando de 34 a 75 anos, foi identificada prevalência de 68,3% de DE. Alguns estudos demonstraram que a atividade endotelial em hipertensos está inversamente relacionada com os níveis de L-arginina composto precursor do óxido nítrico e com a dimetilarginina assimétrica.

Um inibidor competitivo do óxido nítrico. No entanto, a redução da produção de óxido nítrico não é suficiente para explicar a etiologia da DE em alguns casos. A associação entre disfunção erétil e hipertensão arterial sistêmica é muito complexa, e envolve aspectos variados como a interferência hemodinâmica provocada pela utilização de medicamentos anti-hipertensivos.

Diante disso, é comum que o tratamento farmacológico da hipertensão cause DE no paciente, ou em caso de DE já estabelecida, piore o quadro. A associação de hipertensão e diabetes mellitus dobram as chances de prevalência de disfunção erétil.

Fisiopatologia nos Diabéticos e Hipertensos

A fisiopatologia da disfunção erétil em diabéticos pode ser resultante de suas complicações. Essas complicações abrangem doenças vasculares, hipertensão arterial sistêmica, obesidade e neuropatia. Que fazem os diabéticos apresentarem maiores riscos de desenvolverem disfunção erétil.Disfunção Erétil

Elas também são responsáveis por fazer a DE surgir de forma mais precoce. Apesar de ainda estar relacionada, normalmente, a idades mais avançadas. Uma metanálise envolvendo 9123 pacientes com diabetes tipo 1 ou 2 mostrou que o baixo controle glicêmico contribuiu para as altas taxas de disfunção erétil em diabéticos.

Isso ocorre porque o nível glicêmico está relacionado com o surgimento de doenças vasculares periféricas, coronarianas e cerebrais. Como as artérias penianas são de pequeno calibre, a obstrução de seu lúmen pode ocorrer antes do sintoma de angina do peito. Tornando o DE um marcador precoce para problemas mais graves.

Os relatos de disfunção erétil associados a diabetes são mais evidentes na diabetes tipo 2. Pesquisas com animais que apresentavam hiperglicemia, resistência periférica à insulina, hiperinsulinemia e obesidade. Indicaram vários possíveis mecanismos para explicar essa disfunção relacionada à diabetes tipo 2.

Uma das complicações da diabetes é o dano causado às pequenas artérias e arteríolas, como no caso da disfunção endotelial que prejudica o relaxamento do corpo cavernoso do pênis devido ao comprometimento do fluxo sanguíneo para essa região gerando problemas em manter a ereção. Esse dano está relacionado com a disponibilidade de óxido nítrico em pacientes com diabetes tipo 2.